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INDÚSTRIA 4.0 – TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A 4a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Recentemente temos sido bombardeados com expressões como Indústria 4.0, Quarta Revolução Industrial,  Manufatura Inteligente, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e muitos outros termos que não param de aparecer. Existe uma sensação de que algo precisa ser aprendido mas não se sabe muito bem o que, em meio à tanta informação.

O objetivo deste post é ajudar estas pessoas a entender o que é essa nova tendência digital no mundo industrial e como iniciar a sua jornada nesse nesta era digital em que cada vez mais onde o mundo online e offline estão altamente integrados. Algumas indústrias já estão se destacando por possuírem processos automatizados e utilizarem essas novas tecnologias, mas a grande maioria, que ainda não possui uma manufatura tão madura, se sente um pouco perdida nesse mundo digital. 

Se você é uma dessas pessoas, nós estamos aqui para te ajudar. Neste post você vai entender:

“Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes” – Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial, publicado em 2016.

O que é a 4a. Revolução Industrial?

Para entender o cenário atual e se preparar para o futuro, é preciso lembrar como foram e quais foram os impactos das revoluções industriais que já aconteceram no mundo.

  1. A primeira revolução industrial aconteceu entre os anos de 1760 até 1840, com a construção de rodovias, o surgimento do motor a vapor e a transição do trabalho braçal para o mecânico através das máquinas.;
  2. A segunda revolução aconteceu no final do século 19 até início do século 20 e possibilitou a produção em massa através da energia elétrica e a criação da linha de produção;
  3. A terceira revolução industrial começou por volta de 1960, também chamada de Revolução Digital com o desenvolvimento dos computadores, mainframes e a internet.
  4. A quarta revolução industrial está começando agora, é o que está sendo chamada de Industria 4.0 ou Manufatura Inteligente. Ela estende os impactos digitais da Terceira Revolução e integra os mundo físico ao digital. Os impactos dessa revolução serão vistos não apenas na manufatura, mas em toda a sua cadeia e na forma como as pessoas consomem produtos e serviços, se relacionam, nas economias mundiais e na sociedade como um todo.

A primeira revolução industrial demorou quase 120 anos para sair da Europa e se espalhar pelo mundo, enquanto que a terceira, a internet, demorou menos de uma década

Tecnologias como a internet móvel, impressoras 3D, sensores cada vez menores e mais baratos, a inteligência artificial e máquinas capazes de aprender estão possibilitando esta quarta revolução que tem uma característica de mudanças muito rápidas e uma quantidade inimaginável de informação disponível para análises, melhorias de processos e tomada de decisão.

A velocidade com que estas novas tecnologias estão sendo difundidas é muito maior do que nas revoluções anteriores, que continuam sem abranger algumas partes do mundo. Por exemplo, a segunda revolução industrial ainda não chegou à todo mundo já que 17% da população mundial – quase 1.3 bilhões de pessoas –  ainda vivem sem energia elétrica. O mesmo é verdadeiro quando se trata de terceira revolução, metade da população mundial – 4 bilhões de pessoas – ainda não possuem acesso a internet.

Os termos Indústria 4.0 X Manufatura Inteligente

Em 2011 na feira de Hannover na Alemanha surgiu o termo Indústria 4.0 para descrever essas fábricas inteligentes onde a realidade virtual e física dos sistemas de manufatura trabalham juntas em harmonia, e o governo alemão possui uma estratégia para promover a informatização da manufatura. Nos Estados Unidos estão utilizando o termo Manufatura Inteligente, lá existe uma organização sem fins lucrativos (SMLC) que une indústria, governo, empresas de tecnologia e universidade para trabalhar de maneira colaborativa para o desenvolvimento e adoção de inteligência na manufatura.

As novas tecnologias que você deve acompanhar

Klaus Schwab, CIO do Fórum Global de Economia fez uma lista com as principais tecnologias que estão fazendo esta revolução e por isso precisamos acompanhá-las de perto. Elas podem ser divididas entre física, digital e biológica mas estão todas inter relacionadas.

Físicas

  • Veículo autônomo:  Um exemplo é o Drone que pode ser usado na agricultura e se combinado com uma análise de dados auxilia no uso mais eficiente de fertilizantes e água.
  • Impressora 3D: Ela mudar a forma como é feita produção, ao invés de usar uma matéria prima e cortá-la para fazer um outro material você faz o processo contrário, cria um material do zero.
  • Robótica Avançada:  Os robôs, que eram restritas a indústrias, agora já podem ser usados para serviços de casa, programados e acessados de forma remota através da nuvem.
  • Novos materiais: São materiais mais leves, mais fortes, mais adaptáveis e mais recicláveis que surgem.

Digital

  • Internet das coisas: sensores conectam roupas, acessórios, objetos da casa e transporte à internet através dos telefone, tablet e computador.

Biológica

  • Biologia sintética: habilidade de customizar organismos através da escrita do DNA, por exemplo o computador da IBM que é capaz de recomendar em alguns minutos tratamentos personalizados para o câncer de pacientes comparando histórico de doenças.

Você sabia que atualmente um único tablet é capaz processar o equivalente ao que 5.000 computadores processavam de informação há 30 anos. O custo de armazenamento de informação hoje está perto de zero, há 20 anos armazenar 1GB custava mais de $10.000 dólares.

Tudo isso parece ser uma realidade muito distante do consumidor mais uma pesquisa feita pelo Fórum Mundial de Economia com mais de 800 executivos  mostra que nos próximos 10 anos muitas dessas tecnologias já farão parte da nossa vida.

Os impactos  dessa revolução para a indústria brasileira

O mundo já está no meio dessa 4a. revolução Industrial, em países mais desenvolvidos as mudanças estão acontecendo rapidamente e indústrias já estão se beneficiando do uso dessas novas tecnologias para atuar de forma cada vez mais digital. Essa mudança impacta diretamente a dinâmica do mercado e as cadeias de produção. Mas e no Brasil, estamos prontos para entender e aplicar este conceito?

Especialista no assunto são unânimes em dizer que o Brasil está sim atrasado, principalmente se comparado a indústrias Alemãs que já possuem extensivo uso de robôs em fábricas e automação de uma forma geral, além de uma mão de obra mais qualificada. No Brasil, nós temos 10 mil robôs enquanto a Coréia do Sul compra 30 mil novos robôs por ano e a China 20 mil, aliado à altos níveis de mão de obra não qualificada, e empresas que não investem intensamente em inovação tecnológicas, podemos concluir que a 4a. revolução industrial vai demorar um pouco para chegar aqui e transformar completamente a nossa realidade.

Mas isso não significa que não precisamos olhar ainda para o assunto, pelo contrário, devemos correr atrás do prejuízo para melhorar a nossa competitividade e estarmos preparados para essa nova realidade. Realidade está em que o aumento da produtividade – o famoso fazer mais com menos – passa a ser uma obrigação para as indústrias que precisam aprender a lidar com as novas demandas e saber enxergar as novas oportunidades que a digitalização gera para seus negócio. Por exemplo, indústrias do setor automotivo já se beneficiam dessa transformação digital oferecendo produtos customizados a custos de produção seriada, através da integração entre a linha de montagem com os sistemas comerciais que permite informar as configurações desejadas do veículo.

Para que essa digitalização se expanda e indústrias de pequeno e médio porte possam também fazer parte desta quarta revolução industrial é necessário haver uma colaboração entre os diferentes segmentos da sociedade – governo, indústrias e universidades – para colocar o Brasil nos trilhos da competitividade global, com políticas públicas que incentivem a adoção de novas tecnologias, e investimento por parte das indústrias em parcerias com a comunidade científica para pesquisas.

Uma área que será muito impactada por essa revolução é o mercado de trabalho, que passará por uma transformação com o desaparecimento de alguns postos de trabalho que demandam menos habilidades e a criação de novas posições para pessoas com habilidades mais específicas.

Por que estar conectado é fundamental

Esta revolução está transformando a maneira como o mundo funciona. A colaboração entre máquinas inteligentes, análises computacionais avançadas e pessoas conectadas, que tem como principal valor a informação, é capaz de gerar eficiência operacional para indústrias de diferentes setores, transformar processos produtivos, e reduzir custos com manutenção e gestão de ativos por exemplo.

Já parou para pensar que hoje a forma como você busca produtos, faz compras, assiste um filme, pede um taxi, faz pedido de comida é bem diferente de alguns anos atrás? Hoje você pode fazer isso de qualquer lugar a qualquer hora, é tudo online. Essa evolução tecnológica que combina a internet das coisas, nuvem, mobilidade e social tem criado que se chama de economia sob demanda, com o consumidor ganhando cada vez mais poder, serviços de maior valor agregado, mais conveniência e menor custo. Os impactos dessas mudanças serão refletidos não apenas nas indústrias e na economia mas na sociedade como um todo, mudando a forma como consumimos,vivemos, trabalhamos e nos relacionamos.

A maior empresa de taxi hoje não possui nenhum veículo – Uber. A maior empresa de mídia não produz nenhum conteúdo – Facebook. A maior empresa de varejo não possui inventário – Alibaba. A maior empresa de acomodação não possui nem um prédio – Airbnb

E para ser bem sucedido nessa nova era, as indústrias precisam vender o que as pessoas querem, entregar de uma maneira conveniente para o cliente e a preços aceitáveis. Apenas as empresas que tiverem flexibilidade e usarem isso a seu favor para gerenciar mudanças é que vão ter sucesso. Flexibilidade, eficiência e alta qualidade de produtos são pré-requisitos para uma boa performance nesta cadeia de suprimentos conectada e inteligente, e o resultado para as empresas que não fizerem parte dessas transformação digital é o atraso ou até mesmo o fim.

Como a sua indústria pode fazer parte da indústria 4.0?

Agora você deve estar pensando “mas como eu aplico tudo isso na minha fábrica? Tenho uma empresa de pequeno porte, isso é muito fora da minha realidade?” E a resposta é: comece com ações simples, utilizando mais as informações que você possui de maneira mais inteligente.

Você não precisa sair correndo para comprar robôs para a sua fábrica para iniciar a sua jornada na era da manufatura digital, pelo contrário, você deve começar utilizando melhor as informações que já existem, afinal a Manufatura Inteligente significa usar mais informação e de uma forma melhor. Separamos aqui algumas dicas para você que quer iniciar a sua jornada na Indústria 4.0

1.Revisar a estratégia da empresa

A primeira coisa que precisa ficar muito clara é que a transformação digital não se dá simplesmente pelo fato de adotar uma nova tecnologia na empresa. Para iniciar a sua jornada nessa nova era é preciso antes de mais nada revisar a estratégia da sua empresa. A simples adoção de uma tecnologia, sem um alinhamento estratégico com os processos e o comprometimento das pessoas muito provavelmente irá resultar em tecnologia obsoleta, e nenhum avanço.

2.Identificar as lacunas no uso das tecnologias atuais

80% das empresas ainda não utiliza se quer um sistema para planejamento e controle da produção, e ainda contam muito com as pessoas que detém grande conhecimento da operação. Esta estratégia é insustentável! É necessário que essas informações estejam em sistemas integrados, portanto ações simples como a documentação de processos de fabricação e os controles básicos de produção documentados de forma online pode ser um primeiro passo, para fechar esta lacuna e iniciar sua jornada digital.

3.Desenvolvimento e capacitação das pessoas

Não é novidade que sem o comprometimento e qualificação das pessoas não há desenvolvimento do negócio. Com todas as mudanças que estão acontecendo rapidamente o perfil desejado do profissional também sofrerá grandes mudanças, por que ele não irá apenas executar uma tarefa proposta, mas sim precisará estar apto a tomar decisões baseado nas informações que toda essa tecnologia será capaz de gerar. Uma pesquisa do CNI de 2016 mostrou que a principal barreira para a implementação dos conceitos de Manufatura Inteligente n Brasil é a falta de conhecimento das tecnologias digitais pelos empresários. Ou seja, antes mesmo de falarmos de capacitação de equipe, é preciso que os empresários tenham conhecimento sobre as oportunidades que estas tecnologias trazem para o negócio.

4.Comece utilizar a mobilidade e informação em tempo real

Soluções que auxiliem na coletas de dados da operação, como por exemplo os apontamentos ou monitoramento da disponibilidade das máquinas via dispositivo móvel, facilitam a troca de informações em tempo real entre o chão de fábrica e as outras áreas da empresa. Estas soluções já estão disponíveis no Brasil e não tem um alto custo de investimento. Nós podemos te ajudar com essa parte, entre em contato para saber mais.

5.Automatize a geração de indicadores de desempenho

A coleta de dados, cálculos e elaboração de relatórios de indicadores de desempenho de forma manual aumenta drasticamente os riscos de geração de números errados e limita muito as possibilidade de aprofundamento das análises, já que para chegar no número foi preciso a compilação de inúmeras fontes diferentes de informação o que torna muito difícil rastreá-las para chegar em uma causa origem do problema.

A transformação não digital não se resume em apenas utilizar novas tecnologias, e sim em criar uma nova estratégia de manufatura através das possibilidade que as novas tecnologias criam

Para você que está começando nessa jornada da transformação digital, tenha consciência de que Manufatura Inteligente é um tópico extenso e em ascensão, e você verá muita empresas abrangendo este assunto com grande projetos de IIoT. Mas o ponto chave é entender que inovações consistem primariamente de melhorias em processos e do comprometimento das pessoas, e não apenas na adoção de novas tecnologias sem um alinhamento estratégico. 

Porém para muitas empresas esta abordagem digital não irá funcionar se não houver antes um planejamento claro de objetivos estratégicos e delineamento de projetos e ações para suportar estes objetivos de longo-prazo. Este plano de ação deve começar com mudanças simples na forma como as empresas coletam e organizam os dados, para depois iniciar os processos de análises e melhoria de processo.

Fonte: SCHWAB, Klaus – The Fourth Industrial Revolution – 2016


Para saber mais sobre como a sua pequena/média indústria pode começar a fazer parte dessa revolução industrial, solicite um diagnóstico com um de nossos consultores hoje mesmo.

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About The Author

Thabata Devecchi

Administradora de empresas com experiência em mapeamento, planejamento e implantação de melhoria de processos organizacionais com software de gestão. Em constante busca por novidades e tecnologias que melhorem o dia a dia dos empreendedores.

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