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Retrabalho e Refugo: 3 formas de reduzir estes desperdícios (e os seus custos)

formas de reduzir desperdicio industrial

Os custos com retrabalho e perdas de peças infelizmente são uma realidade dentro de indústrias de todos os tamanhos e tipos de produção. Porém os retrabalhos e sucatas podem ser vistos também como um oportunidade de melhoria e redução de custos. O desafio é identificar a origem do problema já que o retrabalho ou uma perda de peça pode acontecer por diferentes motivos como: compra de peças erradas, alteração de estrutura de produto não comunicada, falhas durante o processo produtivo, utilização de ferramentas inadequadas, entre outras coisas.

Independente do que gera o retrabalho, o resultado é o mesmo, tempo e dinheiro perdido. Apesar de ser quase impossível eliminar completamente o retrabalho ou a perda de peças, é possível melhorar os controles para reduzir a quantidade de retrabalho e sucata e consequentemente, os custos com estes desperdícios. O controle de retrabalho e sucata também é uma das exigência do Bloco K do SPED Fiscal, que exige que sejam informadas as desmontagens e o percentual médio de perda para cada material da estrutura de produto.

O que é retrabalho e refugo?

Retrabalho:  é toda atividade que precisa ser refeita em função do produto não apresentar os parâmetros e características definidos no desenho do projeto. No retrabalho, as unidades com defeito ainda tem chances de serem reparadas e vendidas;

Refugo: é todo o material que não pode mais ser utilizado no processo de produção, seja por estar fora das especificações e características e impossibilitado de ser reprocessado.

Como reduzir retrabalho e refugo?

1. Documentação da Estrutura de Produto

Muitas indústrias possuem suas documentações de produto apenas em ferramenta CAD. Porém, apesar de fundamental, os desenhos não conseguem capturar informações de lista técnica complexas ou mostram as mudanças feitas em um projeto uma vez que ele se move para a produção, então confiar exclusivamente em desenhos de CAD aumenta as chances de erro e geração de retrabalho e sucata.

Além dos desenhos de produtos, é importante criar e manter atualizada as estrutura de produtos (lista de materiais/BOM) para cada produto. Uma vez que esta informação serve de base para vários outros processos dentro da indústria, como a definição da compra de materiais por exemplo. É crucial que a informação contida em uma lista técnica seja precisa e atualizada. Informações incorretas na estrutura de produto podem resultar na compra de peças erradas – e se as peças não puderem ser devolvidas ou usadas em outros produtos, elas se tornam sucata para a empresa.

2. Documentação e monitoramento do processo de produção

Além de documentar as listas de materiais, outra ação que auxilia a redução de retrabalho e sucatas é o monitoramento de todo o processo de produção.  Os operadores recebem um roteiro de produção para seguir? Eles possuem instruções de trabalho? Sabem qual ferramentas devem utilizar em cada etapa do processo? Sabem quando deve ser feita inspeção de processo?

Estas informações precisam estar disponíveis para os operadores de forma fácil para garantir que eles sempre trabalhem com a versão mais atualizada do processo de fabricação. Quando as pessoas não conseguem encontrar estas informações atualizadas facilmente, eles trabalham com versões desatualizadas. Isso leva a pequenos erros, bem como a grandes questões de qualidade e fabricação que em último caso podem gerar retrabalhos ou resultar em sucata.

3. Gerenciamento de mudanças e versões

Depois de documentar as estrutura de produto e os processos de fabricação, é preciso garantir que exista uma forma de controlar as versões para quando houver modificações nestas informações.  Uma vez que o retrabalho ou a sucata podem ocorrer quando uma mudança é implementada na parte errada do processo de fabricação, é essencial que a informação de mudança seja comunicada a todas as partes interessadas principais – funcionários internos, bem como a cadeia de suprimentos do fabricante. Também é importante eliminar o tempo de atraso entre tomar uma decisão de mudança e comunicá-la às partes interessadas, porque sem aviso prévio sobre as próximas mudanças, é difícil trabalhar em conjunto para otimizar a produção.

Imagine um cenário onde uma mudança de engenharia significativa foi feita para melhorar o produto – porém a equipe de planejamento e controle da produção não foi informada e fez todo o planejamento baseado na estrutura antiga do produto. Você terá duas opções para resolver esse problema: manter o planejamento mas entregar um produto menos competitivo, pois foi produzido seguindo a estrutura antiga. Ou, refazer o planejamento para incorporar a mudança de estrutura. Em ambas situações você estará fazendo o “menos pior”. No primeiro caso você pode prejudicar sua reputação com o cliente e no segundo você terá um estoque de componentes que não serão mais utilizados e se tornarão sucata.

Controle manual x eletrônico de versão

Em um mercado definido por mudanças frequentes nos produtos e a crescente pressão para inovar, processos e métodos efetivos de gerenciamento de mudanças são fundamentais para prevenir a sucata e retrabalho. Embora documentar mudanças seja o primeiro passo, uma parte igualmente importante do gerenciamento de mudanças é a comunicação efetiva e contínua de informações de mudança.

Algumas organizações optam por registrar e documentar as versões de estrutura e processo de fabricação usando formulários em papel. No entanto, há preocupações óbvias com essa abordagem. Os formulários de papel não apenas se perdem na mesa de alguém, mas demoram muito para serem passados de uma pessoa a outra.  Além disso, determinar qual documento em papel é a última versão é complicado – especialmente quando os documentos estão flutuando por algum tempo e várias pessoas estão envolvidas.

Quando você está tentando reduzir o retrabalho e sucata na sua indústria, é importante considerar um software que permita fazer gerenciamento eletrônico de mudanças de versão em estrutura de produto e processos de fabricação de. Dessa forma você tem um histórico de todas as modificações realizadas, responsáveis pela mudança e aprovação, e garante que todas as pessoas estão trabalhando com a mesma informação e eliminando um dos principais problemas causadores de retrabalho na indústria.

4. Inspeção de processo

A inspeção de processo é aquela realizada pelo próprio operador, após cada etapa de produção, para identificar se o produto está em conformidade com os parâmetros e características definidos pela engenharia. A inspeção em processo auxilia na minimização das perdas de peças e também nos retrabalhos pois permite que um defeito ou não conformidade seja identificado logo no início do processo, evitando que mais materiais e mão de obra sejam agregados aquela peça com defeito.

A chave para reduzir retrabalho e o  refugo de material é a observação e documentação.

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